Fontes de Pesquisa Experiências do Semi-Árido Sobre o Observatório O Semi-Árido na Mídia
 
      Quarta-feira, 08 de setembro de 2010
 Agricultura Familiar
 Agronegócio
 Água
 Ciência e Tecnologia
 Comunicação
 Convivência com o Semi-Árido
 Criança e Adolescente
 Cultura
 Desenvolvimento Territorial
 Educação
 Gênero
 Indústria
 Juventude
 Meio Ambiente
 Movimentos Sociais
 Políticas Públicas
 Rio São Francisco
 Saúde
 Seca
 Segurança Alimentar
 Terra
 Turismo
  Listar todas os Clippings
  Buscar pela Fonte
Água de qualidade renova vida das famílias do campo
20.01.2009 | Água

Um passado próximo, mas que ficou para trás na vida da família de Rosemeire Anunciação de Oliveira. A agricultora que durante toda a sua vida sempre morou na comunidade de Boa Vista da Aroeira, no município de Conceição do Coité, somente agora aos 34 anos de idade adquiriu uma cisterna em casa e viu a sua vida e de toda a família mudar. Casada, mãe de Jamile (15), Nislaine (12) e Natiele (06), Rosemeire relata o sacrifício que a família passava com a escassez de água.

“A dificuldade era muito grande, eu saía para a represa cedinho para pegar água de beber, quando eu chegava lá, já tinha animal dentro, mais não tinha jeito, era a única opção e por mais que tratasse não ficava de qualidade porque não tínhamos nenhuma orientação”, conta Rosemeire. Nilson de Oliveira Lima, o esposo de Rosemeire, é trabalhador rural, o pouco que ganhava no trabalho da lavoura complementava com a renda de 222 reais, que recebia da Bolsa Família, programa do Governo Federal.

Ela conta que as crianças faltavam à escola, muitas vezes por falta d’água, outras por constantes problemas de saúde, como vômito, diarréia e febre por ingerir água de má qualidade. A filha mais velha, Jamile, recorda a dificuldade que a família passava quando alguém ficava doente. “Uma vez tive diarréia e vômito, além de não ter dinheiro, era difícil o acesso ao transporte, fui para o hospital com meu primo em cima do pau de arara” conta a jovem. Das lembranças fica uma que para toda criança é triste, a falta de tempo para as brincadeiras. “O horário que eu podia brincar era justamente a hora de ajudar minha mãe a buscar água. Aproveitei a alça de uma balde que tinha quebrado, coloquei numa lata e fiz um baldinho para minha irmã mais nova, assim ela podia nos acompanhar também. Algumas vezes dava tempo brincar, outras não”, recorda Jamile.

Vida nova em cinco meses

Depois que a cisterna chegou à casa de Rosemeire toda história de sofrimento já é passado, uma vida digna e de qualidade é algo que está bem próximo da realidade desta família. "Depois da cisterna e dos cursos de como manter a água com qualidade a alimentação é outra e a água de beber então, nem se fala”, afirma Rosemeire. O tamanho da felicidade pode ser visto quando ela mostra a plantação no quintal. Árvores frutíferas e hortaliças não faltam mais. “Já tive tomate aqui de comer e distribuir com os vizinhos” conta sorridente, e afirma que a água da represa agora é só para molhar as plantas, a da cisterna de consumo é para beber, cozinhar e tomar banho.

A transformação que nunca aconteceu durante anos, foi feita em apenas cinco meses. A renda mensal da família que antes era pouco mais de 222 reais, agora é de aproximadamente 600 reais. O que não era bem vindo foi embora. “Nunca mais se ouviu falar em diarréia nem aqui em casa nem na comunidade”, ressalta a mãe de família. “Hoje a gente tem tempo de brincar, conversar com as colegas, vamos à escola com mais prazer e ainda temos o dinheirinho do lanche”, acrescenta Jamile, que está cursando o 1º ano do ensino médio.

Fonte: MOC
 
Webfeira Desenvolvimento de Sites