Fontes de Pesquisa Experiências do Semi-Árido Sobre o Observatório O Semi-Árido na Mídia
 
      Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
 Agricultura Familiar
 Agronegócio
 Água
 Ciência e Tecnologia
 Comunicação
 Convivência com o Semi-Árido
 Criança e Adolescente
 Cultura
 Desenvolvimento Territorial
 Educação
 Gênero
 Indústria
 Juventude
 Meio Ambiente
 Movimentos Sociais
 Políticas Públicas
 Rio São Francisco
 Saúde
 Seca
 Segurança Alimentar
 Terra
 Turismo
  Listar todas os Clippings
  Buscar pela Fonte
Apicultores investem no associativismo para acessar mercado
07.05.2008 | Convivência com o Semi-Árido

São José de Lagoa Tapada - Na organização da produção de mel no Sertão, produtores do Projeto Apicultura Integrada e Sustentável do Semi-árido Paraibano (Apis) criam associações e cooperativas para ampliar o acesso ao mercado consumidor. Em São José da Lagoa Tapada (PB), 11 famílias se articulam nesta quarta-feira (7) para a criação da associação do município.

No Sertão, 14 associações e outras três cooperativas começam a dar novo impulso à produção de mel na região. No município sertanejo, os produtores têm o apoio da prefeitura local e da agência regional do Sebrae em Sousa, que atuam em parceria para contribuir com o fortalecimento da apicultura. Segundo João Paulo Batista, secretário de agricultura de São José da Lagoa Tapada, a idéia de investir na apicultura veio após participar de evento sobre meliponicultura no Ceará. “Estávamos buscando desenvolver alguma atividade produtiva para o município. Nesse evento, assistimos um caso de sucesso de uma cidade com características climáticas parecidas com a nossa. Lá, eles adaptaram as abelhas à região e hoje fazem da atividade a principal fonte de desenvolvimento. Então pensei: por que não trazermos esse exemplo para a cidade?”, comenta Batista.

Desde 2007, o município desenvolve ações de sensibilização de produtores que trabalham artesanalmente com a apicultura. “Algumas pessoas tinham criatórios, mas esses eram feitos de forma rudimentar, abrigados no meio do mato, sem nenhuma estrutura. Procurei essas pessoas e com ajuda do Sebrae oferecemos cursos e capacitações”, afirma o secretário. Em São José da Lagoa Tapada, o projeto conta com 11 famílias que pretendem se organizar em associação. Outras 20 demonstraram interesse em fazer a atividade no município. No início deste ano a prefeitura investiu mais de R$ 5 mil na compra de equipamentos, 47 colméias e cinco quilos de cera. “Como é muito recente a atividade, os criatórios ainda não renderam mel, mas começamos o desenvolvimento da atividade de forma positiva no município e a rede associativa só vem acrescentar. Mensalmente uma equipe de técnicos passa em cada criatório para acompanhar o desempenho. Inicialmente iremos comprar a produção e implantar na merenda escolar da cidade. Se o volume for grande, buscaremos revender para outras cidades e estados”, conclui João Paulo.

Apicultura no Sertão Com base nas características que apresenta na vegetação e clima, o Sertão e o Cariri paraibano apresenta um grande potencial apícola estimulado pelo projeto Apis desde o ano de 2005. Destinado a grupos organizados de pequenos apicultores e de micro e pequenas empresas do setor, o Apis está estruturado na articulação de parcerias e promoção da cultura da cooperação. Segundo o gestor do Apis, Fabrício Vitorino, o projeto é dividido em cinco pólos de atuação, Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Patos e Monteiro, que abrangem cerca de 300 produtores em 28 municípios, sendo deste total 22 cidades do Sertão. O município de São José da Lagoa Tapada é o mais novo integrante do projeto com a articulação da rede associativa de produtores. Serviço: Sebrae/PB – (83) 3218-1000

Fonte: Agência Sebrae de Notícias
 
Webfeira Desenvolvimento de Sites